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Garuva (SC)

Monte Crista na primavera

Em Garuva (SC), a primavera se ouve antes de se ver. Maritacas passam em bando por cima das copas, os jacus batem as asas nas árvores de fruta, um pica-pau pequeno tamborila num tronco em algum lugar da mata. O calor volta ao vale, e o rio volta a ter hora marcada: depois do almoço.

A mata

Os bichos aparecem, e quase sempre se ouve primeiro

São 13 hectares de Mata Atlântica em volta da casa. Nesta época o movimento aumenta nas copas e na beira da água.

  • Macaco-prego. O bando avisa que chegou mexendo a copa, perto da pousada. Quebram coco com pedra e levam o que estiver solto do lado de fora.
  • Jacu. Anda em família pelas árvores de fruta, de manhã e no fim da tarde: araçá, juçara, jabuticaba, pitanga. Quando levanta voo, as asas fazem barulho de tambor.
  • Borboleta azul. Atravessa as clareiras piscando: azul por cima da asa, marrom por baixo.
  • À noite. Mariposas em volta de qualquer luz acesa. Na margem do rio, o mão-pelada tateia a água com as patas, procurando o que comer.
  • Socó-jararaca. Quem mora aqui viu poucas vezes: ao amanhecer, parado numa pedra no meio do rio. Se aparecer, fique parado também.

O rio

O Três Barras volta a ser o programa da tarde

O rio atravessa o terreno, com poços para banho no caminho. No inverno a água esfria; com o calor de volta, a tarde depois do almoço já tem destino. O leito tem bastante pedrinha: sapatilha ou um calçado que possa molhar deixa o banho mais tranquilo.

Acesso fácil para banho de rio. Taíse Ceolin · avaliação no Google

O que perguntam antes de vir

Aqui o mosquito segue o calor da semana, não o calendário

Maruim, borrachudo e pernilongo aparecem em qualquer estação. Semana quente traz, até no inverno; semana fria, até no verão, quase não se vê. No campo aberto é mais o borrachudo; dentro da mata, o pernilongo. A picada do borrachudo coça por cerca de uma semana, por isso o repelente vai na mala o ano inteiro.

A mata também é casa de cobra, e na primavera elas estão ativas. Na trilha e no chão da mata, olhe onde pisa. A cobra-d'água, que às vezes passa pelos poços, é pouco ou nada perigosa.

Leve repelente mesmo no inverno. Andressa · avaliação no Google

A montanha

Para subir o Monte Crista, a casa indica o inverno

Dá para subir na primavera, mas a recomendação da casa é outra estação. No inverno o ar mais fresco pesa menos no esforço da subida, as cobras estão recolhidas nas tocas e o tempo é mais seco.

Se a subida for agora: com chuva, ou com previsão de chuva, não se sobe. O rio sobe rápido e fecha o caminho de volta. Quem está hospedado sai por um caminho que começa no terreno e encontra a trilha principal cerca de 1 km adiante, com o condutor parceiro da casa. A casa acompanha a previsão para quem está aqui.

Na mala

O que levar entre setembro e dezembro

  • Repelente, em qualquer estação, pelo que está escrito acima.
  • Capa de chuva ou guarda-chuva. De setembro a dezembro chove bastante; um calçado que possa molhar também vale.
  • Roupa de banho e sapatilha, para o rio.
  • Um casaco leve, para a noite no vale.
  • Lanterna. Não há iluminação externa.
  • Garrafinha. A água vem da nascente da montanha, inclusive a da torneira.

A casa

Cinco chalés, quatro refeições e o restante do dia é seu

Cinco chalés de madeira, para até 3 pessoas, com banheiro privativo. Café às 8h, almoço às 13h, café da tarde às 16h, jantar às 19h, com cozinha ovolactovegetariana. A casa abre o ano todo, sempre com reserva; no sábado e no domingo também tem day use.

Ver os chalés Como chegar

Encontro da estação

O Encontro de Primavera

A casa marca a virada da estação com um fim de semana próprio. Faz parte dos encontros do Construindo o Mundo que Queremos, um a cada estação. Em edições anteriores, a abertura foi com fogueira e cantoria; o sábado teve coroa de flores para o Baile de Primavera e cama de ervas; a caminhada na mata terminou na Opy, a casa de rezo guarani.

O próximo já tem data: de 24 a 26 de setembro de 2027. As inscrições abrem em breve.

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