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Garuva (SC)

Monte Crista no verão

Em Garuva (SC), o verão é quente e úmido, e o dia gira em volta do Três Barras. De noite, a mata acende: um besouro de luz verde passando, o sapo-martelo batendo perto do lago. E o ano começa em roda, no Encontro de Ano Novo.

O rio

O dia inteiro gira em volta do rio

O Três Barras atravessa o terreno, com poços para banho no caminho. O vale fica quente e úmido, e o rio vira o lugar para onde todo mundo vai depois do almoço. Na água clara, dá para ver o camarão pequeno e transparente debaixo das pedras, e às vezes uma lontra. O leito tem bastante pedrinha: sapatilha ou um calçado que possa molhar deixa o banho mais tranquilo.

Rio de águas cristalinas. Mary Lemes · avaliação no Google

A mata

No calor, a mata não para

São 13 hectares de Mata Atlântica em volta da casa, com movimento do fim da tarde até depois que escurece.

  • Besouro-de-fogo. Nas noites quentes, uma luz verde que não pisca atravessa o escuro. Tem visitante que já achou que era disco voador.
  • Sapo-martelo. Na época das chuvas, perto do lago, faz um barulho de martelada à noite. Tem gente que jura que é alguém trabalhando.
  • Libélulas. Às dezenas no campo aberto, no fim da tarde.
  • Guaxe. A colônia pendura dezenas de ninhos compridos, em forma de bolsa, na mesma árvore, e conversa o dia inteiro.
  • Teiú. Aparece perto do pátio do Salão de Pedra e, no verão, deixa pedaços da pele velha sobre as pedras.

O que perguntam antes de vir

É a estação do mosquito, e das cobras também

Maruim, borrachudo e pernilongo aparecem em qualquer estação, e quem manda é o calor da semana. No verão ele está alto. No campo aberto é mais o borrachudo; dentro da mata, o pernilongo; o maruim, no fim da tarde quente, perto das bananeiras. Semana mais fresca, eles diminuem.

As cobras também estão ativas: a jararaca some no meio da folha seca, na beira da trilha, e a caninana, amarela e comprida, aparece entre as flores em volta do refeitório. Na trilha e no chão da mata, olhe onde pisa. A vespa grande do caminho do Salão de Madeira rodeia quem passa, mas não pica.

A montanha

Para subir o Monte Crista, a casa indica o inverno

O verão é a estação mais difícil para a subida: o calor pesa no esforço, as cobras estão fora das tocas e é a época das tempestades com vento e raio. No inverno, o ar fresco, as cobras recolhidas e o tempo seco mudam tudo. Em qualquer estação, com chuva ou previsão de chuva, não se sobe: o rio sobe rápido e fecha o caminho de volta.

A virada do ano

O verão da casa começa no Ano Novo

No Encontro de Ano Novo, um dos encontros do Construindo o Mundo que Queremos, a programação é construída junto com quem participa, em roda. Em edições anteriores teve café da manhã com bossa nova, trilha pelo caminho das borboletas até o banho de rio, noite de talentos, o salão decorado por quem estava lá e a celebração à meia-noite.

Ver o Encontro de Ano Novo

Na mala

O que levar entre dezembro e março

  • Repelente, o item mais importante da estação.
  • Roupa de banho e sapatilha, para o rio.
  • Capa de chuva ou guarda-chuva. Aqui chove bastante.
  • Uma calça e manga comprida para a noite, contra os pernilongos.
  • Lanterna. Não há iluminação externa.
  • Garrafinha. A água vem da nascente da montanha, inclusive a da torneira.

A casa

Cinco chalés, quatro refeições e o restante do dia é seu

Cinco chalés de madeira, para até 3 pessoas, com banheiro privativo. Café às 8h, almoço às 13h, café da tarde às 16h, jantar às 19h, com cozinha ovolactovegetariana. A casa abre o ano todo, sempre com reserva; no sábado e no domingo também tem day use.

Ver os chalés Como chegar

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